Eleito, Lula será cobrado por respostas rápidas na economia.

Petista também gastará energia para administrar divergências dentro da aliança que construiu para vencer Bolsonaro.

Eleito, Lula será cobrado por respostas rápidas na economia.

Luiz Inácio Lula da Silva (PT) venceu neste domingo (30.out.2022) a disputa pela Presidência da República com pequena vantagem no número de votos sobre Jair Bolsonaro (PL). Esse indicador de país dividido mostra como será complexa a operação política à frente do petista.

Lula terá que acomodar os 10 partidos de sua coligação, mais os aliados que obteve no 2º turno (com Simone Tebet puxando a fila) em um governo que já nasce tendo a oposição cerrada dos bolsonaristas.

Mesmo que venha a criar mais de 10 ministérios ao assumir, podem faltar cargos para acomodar todos os aliados –e os eventuais dissidentes do Centrão que possam desejar desertar do bolsonarismo e aderir à administração federal do PT.

Mas o maior desafio imediato de Lula será dar uma resposta consistente sobre como vai encontrar mais de R$ 100 bilhões para consertar o rombo no Orçamento de 2023, que poderá ser aprovado ainda na gestão Bolsonaro.

O petista tem falado genericamente que fará um governo com “responsabilidade fiscal”, mas sem explicar como. É mais detalhista quando diz como vai gastar. Prometeu isenção de Imposto de Renda para quem ganha até R$ 5.000 por mês. E um extra de R$ 150 para cada beneficiário do Auxílio Brasil (que deve voltar a se chamar Bolsa Família) com filhos menores de 6 anos.

 

Texto: Mariana Haubert e Caio Spechoto

 

 

 

 

COMPARTILHE NO:

+ VEJA TAMBÉM