Eleito, Lula será cobrado por respostas rápidas na economia.
Petista também gastará energia para administrar divergências dentro da aliança que construiu para vencer Bolsonaro.
Postado em: 31/10/2022
Luiz Inácio Lula da Silva (PT) venceu neste domingo (30.out.2022) a disputa pela Presidência da República com pequena vantagem no número de votos sobre Jair Bolsonaro (PL). Esse indicador de país dividido mostra como será complexa a operação política à frente do petista.
Lula terá que acomodar os 10 partidos de sua coligação, mais os aliados que obteve no 2º turno (com Simone Tebet puxando a fila) em um governo que já nasce tendo a oposição cerrada dos bolsonaristas.
Mesmo que venha a criar mais de 10 ministérios ao assumir, podem faltar cargos para acomodar todos os aliados –e os eventuais dissidentes do Centrão que possam desejar desertar do bolsonarismo e aderir à administração federal do PT.
Mas o maior desafio imediato de Lula será dar uma resposta consistente sobre como vai encontrar mais de R$ 100 bilhões para consertar o rombo no Orçamento de 2023, que poderá ser aprovado ainda na gestão Bolsonaro.
O petista tem falado genericamente que fará um governo com “responsabilidade fiscal”, mas sem explicar como. É mais detalhista quando diz como vai gastar. Prometeu isenção de Imposto de Renda para quem ganha até R$ 5.000 por mês. E um extra de R$ 150 para cada beneficiário do Auxílio Brasil (que deve voltar a se chamar Bolsa Família) com filhos menores de 6 anos.
Texto: Mariana Haubert e Caio Spechoto
