Em Minas, exportações do agronegócio recuam 6,7% até setembro, com queda nas vendas de café e açúcar

Queda nas receitas com café e açúcar pressionou o desempenho entre janeiro e setembro de 2026.

Em Minas, exportações do agronegócio recuam 6,7% até setembro, com queda nas vendas de café e açúcar

As exportações do agronegócio de Minas Gerais somaram US$ 13,54 bilhões entre janeiro e setembro de 2026, queda de 6,7% em relação aos US$ 14,51 bilhões registrados no mesmo período do ano passado. Apesar da redução na receita, o volume embarcado permaneceu praticamente estável, com recuo de 0,1%, totalizando 13,1 milhões de toneladas.

Segundo dados da Secretaria de Estado de Agricultura, Pecuária e Abastecimento de Minas Gerais (Seapa), o resultado foi influenciado principalmente pela queda nas receitas com café e açúcar, dois dos principais produtos da pauta exportadora mineira. Em contrapartida, o complexo soja, as carnes e os produtos florestais registraram crescimento no valor exportado.

Com esse desempenho, o agronegócio respondeu por 41,4% do valor total exportado por Minas Gerais nos nove primeiros meses de 2026, ante 43,6% no mesmo período de 2025. Em volume, a participação do setor nas exportações estaduais aumentou de 8,6% para 9,3%. O saldo da balança comercial do agronegócio foi positivo em US$ 12,29 bilhões, resultado 7,6% inferior ao registrado entre janeiro e setembro do ano passado.

Café mantém liderança, mas soja ganha espaço


O café manteve a liderança entre os produtos exportados pelo agronegócio mineiro, com receita de US$ 6,7 bilhões, equivalente a 49,9% do total do setor. O resultado, porém, representa queda de 13% em relação aos US$ 7,7 bilhões registrados entre janeiro e setembro de 2025. O volume embarcado recuou 12,2%, totalizando 1,02 milhão de toneladas.

Em sentido contrário ao café, o complexo soja ampliou sua participação na pauta exportadora mineira. A receita alcançou US$ 3 bilhões, alta de 14,5% em relação ao mesmo período de 2025. O volume embarcado cresceu 6,4%, totalizando 6,9 milhões de toneladas. Com isso, o segmento passou a responder por 22,2% do valor exportado pelo agronegócio do Estado.

A soja em grãos concentrou a maior parte das exportações do complexo, com receita de US$ 2,89 bilhões, alta de 15,2%, e embarques de 6,7 milhões de toneladas, crescimento de 6,9%. Já as vendas externas de farelo de soja recuaram 1,6% em valor, para US$ 91,7 milhões, enquanto as exportações de óleo de soja avançaram 9,5%, alcançando US$ 19,13 milhões.

Carnes avançam, enquanto açúcar perde receita


O grupo de carnes registrou faturamento de US$ 1,36 bilhão, alta de 2,7% na comparação anual, apesar da redução de 2,4% no volume exportado. O desempenho foi sustentado principalmente pelas carnes de frango e suína.

As exportações de carne de frango alcançaram US$ 321,69 milhões, alta de 17,1%. O volume embarcado cresceu 7,2%, totalizando 154,09 mil toneladas. No segmento de carne suína, a receita avançou 15,9%, para US$ 65,65 milhões, enquanto os embarques aumentaram 28,9%, chegando a 33,81 mil toneladas.

As exportações de carne bovina, por outro lado, registraram queda de 2,1% na receita, que totalizou US$ 958,7 milhões. O volume embarcado recuou 13,8%, para 167,13 mil toneladas.

O complexo sucroalcooleiro também apresentou desempenho negativo. A receita do segmento caiu 28,7%, para US$ 1,07 bilhão, enquanto o volume embarcado recuou 13,6%. O açúcar respondeu pela maior parte da redução, com queda de 27,9% na receita, para US$ 1,04 bilhão. O volume exportado diminuiu 12,9%, totalizando 2,9 milhões de toneladas.As vendas externas de álcool registraram retração ainda mais acentuada em valor, de 50,2%, somando US$ 29,04 milhões.

 

 

 

 

 

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