Café do Cerrado Mineiro conquista o mercado externo e chega à Europa

Federação de cafeicultores da região aponta alta de 62% nas vendas do produto com selo de origem diretamente para consumidor final

Café do Cerrado Mineiro conquista o mercado externo e chega à Europa

A Federação dos Cafeicultores do Cerrado trabvalha para fortalecer a marca Região do Cerrado Mineiro no mercado internacional. Através de torrefadoras, o café da região, que foi a primeira cafeeira do País a conquistar a Indicação Geográfica, com o registro de Denominação de Origem (DO), está chegando às gôndolas dos supermercados no exterior com o selo de origem, principalmente, nos da Europa. A iniciativa é considerada importante para a divulgação e fortalecimento da marca no mercado externo.

De acordo com o superintendente da Federação dos Cafeicultores do Cerrado, Juliano Tarabal, em 2021 houve crescimento da venda de café com o selo da entidade no mercado externo  para o consumidor final. As vendas de café in natura são feitas para torrefadoras, que preparam o produto e vendem aos supermercados com o selo Região do Cerrado Mineiro.  

A federação conta com sete cooperativas, seis associações e uma fundação. São cerca de 4,5 mil produtores na região, sendo em torno de 1 mil certificados. 

Produção


Em 2021, a produção na região do Cerrado chegou a 4,77 milhões de sacas de café, volume que, devido à bienalidade negativa e à seca, retraiu cerca de 30%. A maior parte do café produzido na região é exportada. 

Entre as cooperativas que fazem parte da região, a Expocaccer foi responsável pela comercialização total de 1,005 milhão de sacas de café, deste total, 235.369 sacas foram de exportações diretas. As vendas no mercado interno para exportadores somaram 770 mil sacas, sendo que 30% ficaram na indústria brasileira e 70% foram compradas por exportadores e re-exportadas. 

Os principais destinos do café do Cerrado são os Estados Unidos, Japão, Bélgica, França, Inglaterra e Rússia. Com o impacto do clima, a estimativa é de que as exportações tenham caído próximo ao índice de retração da  produção. 

Com os cafezais ainda refletindo os problemas enfrentados com o clima, como seca e geada, a estimativa para a safra 2022 é de manutenção das 4,77 milhões de sacas, frustrando as expectativas do produtor em ano que seria de bienalidade positiva.

 

Fontes: Região do Cerrado Mineiro/ Diário do Comércio 

 

 

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