Câncer de próstata poderá ser detectado pelo sangue

Estudo quer viabilizar a biópsia líquida, que não precisa de intervenção cirúrgica, como forma de diagnóstico para a doença

Câncer de próstata poderá ser detectado pelo sangue

Um processo sem intervenção cirúrgica pode ser o novo caminho para se detectar o câncer de próstata. Pesquisa da Universidade Federal de Uberlândia (UFU) pretende fazer com que a biópsia líquida seja uma alternativa ao método tradicional de diagnóstico da doença. Com ela, os tumores são identificados por coleta de sangue e não de tecido.

Parte importante do trabalho é conduzida pela biotecnóloga Esther Campos Fernández, bolsista de doutorado da Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (CAPES) no Programa de Genética e Bioquímica da UFU. Ela trabalha com um tipo de molécula que se liga às células do câncer de próstata para realizar o sistema de biópsia líquida.

“E o que fazemos nesse sistema? Nós coletamos amostra de sangue do paciente e, a partir dela, isolamos os leucócitos (células sanguíneas). Esses leucócitos são lavados e marcados com as moléculas que vão ligar as células do câncer de próstata com determinadas características. Após essas marcações, levamos ao citômetro de fluxo, mecanismo que nos indicará valores que permitem identificar se os pacientes foram acometidos pelo câncer de próstata”, explica Esther.

Ela também alerta que o procedimento não substitui o exame de toque, por exemplo. “A técnica vem para complementar outras”, afirma.

Fonte: CCS/CAPES

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