Diferentes mundos que separam as rodovias de Minas e SP
Minas tem uma fatia maior de quilômetros considerados péssimos do que todos os estados do Sudeste e do Sul.
Postado em: 07/03/2022
Quando pegamos o carro em direção ao nosso estado vizinho, São Paulo, a impressão é de que estamos em outro país. Estradas bem conversadas, várias faixas de fluxo nos dos sentidos, acostamentos em quase todas elas e, muita, muita segurança para os motoristas que nelas trafegam. Há de se pensar: por que em nosso estado vizinho as rodovias são tão diferentes da nossa? A começar pela forma como são concedidas à inciativa privada. Cabe aqui um grosso comparativo entre essas concessões:
Concessão de rodovias em SÃO PAULO:
- Rodovias quaduplicadas, em grande parte dos trechos concedidos;
- Faixas exclusivas para romeiros que peregrinam próximo à Aparecida;
- Sistema “free-flow”, você só paga os quilômetros que percorrer;
- Desconto para usuários frequentes;
- Wifi por toda a rodovia;
Concessão de rodovias em MINAS GERAIS:
- Melhorias no asfalto;
- Construção de acostamentos;
- Construção de faixas adicionais (3ª faixa) em locais específicos do trecho;
- Duplicação em apenas 11 km do trecho de concessão (no caso da BR365 entre Uberlândia e Patrocínio)
- Todos os motoristas serão taxados;
Apesar de ter a maior malha rodoviária do Brasil e ficar em posição geográfica estratégica para o transporte de cargas e passageiros pelas estradas do país, Minas Gerais e, no caso o Triângulo Mineiro, está bem longe e ter estradas dignas dos impostos que pagamos. E mais, o Estado tem uma fatia maior de quilômetros considerados péssimos, ruins ou regulares do que todos os estados do Sudeste e todos do Sul.
Toda essa situação revela ineficiência do poder público na manutenção das rodovias, e mais ainda, no processo de concessão à iniciativa privada.
Por que a forma como é feita em Minas tem que ser diferente de São Paulo e de outros estados? Por que não se aplicam os bons exemplos onde é extremamente necessário? E por último, por que diante de todos esses questionamentos e às vésperas de uma licitação que pode comprometer as rodovias do Triângulo Mineiro nos próximos 30 anos, o Estado de Minas Gerais não se manifesta?
Continuemos aguardando as cenas dos próximos capítulos...
