Novos estudos reforçam a urgência de diminuir sal e açúcar na dieta

E essa orientação não se restringe a pessoas que já têm hipertensão ou diabetes. É questão de vida ou morte para todos.

Novos estudos reforçam a urgência de diminuir sal e açúcar na dieta

Nos últimos dois meses, entidades e pesquisadores respeitados revisaram estudos e lançaram apelos para que a indústria e a população reduzam o uso do sal e do açucar. Trata-se de questão de vida ou morte no longo prazo. E, diferentemente do que se pregava antes, esse cuidado deve ser adotado por todos, e não apenas por quem já está com a pressão ou a glicemia nas alturas.

A Organização Mundial da Saúde (OMS) defende a ideia de que o consumo global médio, hoje na casa de 11 gramas por dia, tenha de cair pela metade. Para que as metas sejam cumpridas, é preciso tirar do papel um compromisso coletivo, envolvendo a adequação de grandes empresas, o cumprimento de novas regras de rotulagem e a conscientização da sociedade.

 

 

A questão é que o atraso ou a negligência na adoção dessas medidas têm repercussões em termos de qualidade e expectativa de vida. “Políticas de redução da ingestão de sódio podem evitar mais de 2milhões de mortes até 2025 e 7 milhões até 2030”, diz Francesco Branca, diretor do Departamento de Nutrição e Segurança Alimentar da OMS, no relatório.

Desafio semelhante se aplica ao açúcar. Uma robusta revisão de estudos, que acaba de ser publicada no periódico científico The British Medical Journal, associa o consumo exagerado a desfechos negativos — não apenas ganho de peso e diabetes tipo 2. Cada copo de 250 mililitros a mais de refrigerante ou suco industrializado por dia está relacionado a uma elevação de 17% no risco de doença cardíaca e de 4% no de mortalidade precoce por qualquer causa. A pesquisa acusa uma relação entre o abuso na ingestão de tudo que é doce e a maior propensão a males tão diversos como câncer de mama, osteoporose e depressão.

"A diminuição no uso de sal e açúcar passa por um complexo trabalho que não engloba apenas ações educacionais para melhorar escolhas à mesa e controlar a tentação dos excessos, mas também pelo fomento ao acesso a um padrão alimentar e a ingredientes mais saudáveis — desde a infância", afirma Dr. Eduardo Messias, Cardiologista da Clínica do Coração de Patrocínio.

Ainda segundo o médico, o conceito hoje é de prevenção primordial, com alimentação saudável, horas adequadas de sono e prática de atividade física sempre, não só quando a doença se instala.

 

 

COMPARTILHE NO:

+ VEJA TAMBÉM

Exportações do agro batem recordes em cenário de queda nos preços das commodities

Exportações do agro batem recordes em cenário de queda nos preços das commodities

Câmara aprova retomada da gratuidade no despacho de bagagens

Câmara aprova retomada da gratuidade no despacho de bagagens