Outubro Rosa: MG deve ter 8.430 novos casos de câncer de mama em 2026
Mais de 1/3 das internações no Brasil envolve pacientes com menos de 50 anos.
Postado em: 02/10/2026
Minas Gerais deve registrar 8.430 novos casos de câncer de mama em 2026, segundo estimativa do Instituto Nacional de Câncer (INCA). O número representa a maior projeção entre os tipos de câncer que atingem as mulheres no estado, com uma taxa bruta estimada de 77,05 casos por 100 mil mulheres.
Os números mostram a prevalência da doença entre as mulheres mineiras e ganham destaque durante o Outubro Rosa, período dedicado à conscientização sobre o câncer de mama e ao diagnóstico precoce. Uma das principais ferramentas para identificar alterações antes do surgimento de sintomas é a mamografia, mas a idade para iniciar o rastreamento e a frequência do exame ainda geram dúvidas.
Qual é a idade para começar?
No Brasil, as recomendações para o rastreamento variam conforme a faixa etária e o perfil de risco. Para mulheres de risco habitual, a Sociedade Brasileira de Mastologia recomenda a realização anual da mamografia dos 40 aos 74 anos.
Desde 2025, o Ministério da Saúde assegura às mulheres de 40 a 49 anos o acesso à mamografia pelo Sistema Único de Saúde (SUS), mesmo sem sinais ou sintomas, mediante decisão compartilhada com o médico. Para o rastreamento mamográfico populacional, a orientação do Ministério da Saúde é realizar o exame a cada dois anos entre 50 e 74 anos, faixa etária com evidências de redução da mortalidade.
A estratégia pode variar para mulheres que apresentam maior risco. Histórico familiar, alterações genéticas, antecedentes pessoais e outras características individuais podem modificar a indicação e a frequência do acompanhamento.
Mais de um terço das internações envolve mulheres com menos de 50 anos
O impacto do câncer de mama nos hospitais mostra que a doença atinge mulheres em diferentes faixas etárias. Um levantamento da Plataforma Valor Saúde Brasil by DRG Brasil + IA, do Grupo IAG Saúde, analisou 104.049 internações cujo diagnóstico principal foi câncer de mama. Os dados são de hospitais públicos e privados do país, com altas registradas entre janeiro de 2021 e junho de 2026.
O levantamento não mede a incidência do câncer de mama na população brasileira. Ele indica o perfil das pacientes internadas e apresenta dados sobre idade, tempo de permanência, necessidade de UTI, mortalidade e custos.
A idade média das pacientes internadas foi de 56 anos, mas 35,8% das internações corresponderam a mulheres entre 18 e 49 anos - mais de uma em cada três. Entre as demais, 24,5% tinham de 50 a 59 anos; 22%, de 60 a 69; 12,8%, de 70 a 79; e 4,8% tinham 80 anos ou mais.
