Projeto Unidades Demonstrativas de Café para o Cerrado Mineiro apresenta resultados da terceira colheita de safra

O objetivo foi avaliar o desempenho de variedades de café desenvolvidas pelo Programa e, após a colheita de dois biênios, disponibilizar um software com os dados coletados

Projeto Unidades Demonstrativas de Café para o Cerrado Mineiro apresenta resultados da terceira colheita de safra

O projeto Unidades Demonstrativas de Cultivares de Café, parceria entre a Fundação do Desenvolvimento do Cerrado Mineiro (Fundaccer) e a Empresa de Pesquisa Agropecuária de Minas Gerais (Epamig), chegou à terceira colheita de safra em 2021. Os resultados desta etapa serão apresentados no 6º Encontro de Inovação e Tecnologia para a Cafeicultura do Cerrado Mineiro, no dia 25/11, a partir das 10h, com programação presencial e on-line.

O trabalho conta experimentos implantados no ano de 2016 em 25 propriedades comerciais, de 12 municípios do Cerrado Mineiro, além de uma unidade no Campo Experimental da Epamig em Patrocínio. O objetivo é avaliar o desempenho de variedades de café desenvolvidas pelo Programa de Melhoramento Genético da Empresa e, após a colheita de dois biênios (2019/2020 e 2021/2022), disponibilizar um software com os dados coletados.

Para o superintendente da Federação dos Cafeicultores do Cerrado, mantenedora da Fundaccer, Juliano Tarabal, o trabalho desenvolvido em parceria com a Epamig demonstra o compromisso da Região do Cerrado Mineiro em apoiar os cafeicultores e tornar a atividade sustentável, tecnológica e resistente às adversidades.

Os resultados deste projeto são muito aguardados pelos cafeicultores de toda a região e chegam em um momento muito oportuno que é o pós-geada, em que muitos cafeicultores irão renovar suas áreas, tendo, portanto, a oportunidade de recomeçar com novos materiais. Estamos felizes em podermos oportunizar aos cafeicultores esta possibilidade e temos certeza que os novos materiais irão elevar a produtividade e qualidade em nossa região. Tudo isso é possível quando se tem investimento em pesquisa e parceria, e, aqui, incluímos a Epamig, a Embrapa, as cooperativas e associações do Sistema Região do Cerrado Mineiro e, principalmente, os cafeicultores”, avalia.

O foco no compartilhamento de conhecimentos considerando-se as particularidades de cada região e promovendo o crescimento conjunto do Cerrado Mineiro é um caminho aprovado pelos produtores.

O cafeicultor de Patrocínio-MG, Osmar Nunes Júnior, proprietário da Fazenda Freitas, e o filho dele, Gabriel Nunes, também destacam a importância do projeto. “A partir de um campo experimental, podemos ver quais materiais estão se desenvolvendo melhor, bem como as novas variedades genéticas que estão vindo e o melhoramento do café. Isso é de grande importância, pois uma variedade pode se comportar de formas diferentes em cada microrregião”, avalia Gabriel.

 

Fonte: Governo de Minas 

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