Hemominas faz apelo contra a baixa de sangue em Minas

Em função desta escassez a Fundação flexibilizou algumas medidas sanitárias relativas ao Covid-19

Hemominas faz apelo contra a baixa de sangue em Minas

Milhares de pessoas em Minas Gerais precisam de doação de sangue para se manter vivas. Com a baixa do estoque, a Fundação Hemominas emitiu um alerta: quatro dos oito tipos sanguíneos apresentam escassez crítica diante da falta de doadores.

“A situação está bem crítica. Estamos com estoque em nível crítico, principalmente dos tipos sanguíneos O + e O -. O primeiro está aproximadamente 64% abaixo do ideal, e o segundo, 54%. É um quadro que nos preocupa muito, porque são os tipos mais utilizados. O negativo é nosso doador universal”, diz Viviane Guerra, assessora de Captação e Cadastro da Fundação Hemominas. Os tipos A - e B - também estão em baixa.

Com o intuito de incentivar a doação e diante do avanço da vacinação, a fundação flexibilizou algumas medidas sanitárias. Quem teve Covid-19 com sintomas precisa aguardar dez dias após melhora da doença. Sem sintomas, são dez dias após o teste positivo. Antes, o prazo era de um mês.

Já quem teve contato com pessoas com Covid-19, mas não testou positivo, deve aguardar sete dias, segundo a Hemominas. Quem teve sintomas respiratórios associados a febre, sem testagem para Covid-19, deve esperar 14 dias para doar. Para quem está na mesma situação, mas sem febre, o prazo é de dez dias.

Os profissionais da saúde que estão em uso contínuo e correto dos equipamentos de proteção individual também poderão doar sangue, destaca Viviane Guerra. 

Os critérios tradicionais permanecem. A idade para doação continua entre 16 e 69 anos. Os que têm 16 e 17 anos e os maiores de 60 anos devem consultar condições especiais. O intervalo mínimo entre uma doação e outra para homens é de 60 dias, com limite de quatro contribuições por ano. Para mulheres, o tempo sobe para 90 dias, três vezes ao ano.

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