Lei que prevê acompanhamento de alunos portadores de dislexia e TDAH completa um ano
Legislação determina que professores identifiquem sinais precocemente e encaminhem estudantes para o diagnóstico na rede de saúde
Postado em: 06/12/2022
Comemorando um ano neste mês de dezembro, uma lei já em vigor no Brasil exige que estudantes portadores de dislexia e Transtorno do Déficit de Atenção com Hiperatividade (TDAH) recebam suporte de profissionais da saúde e da educação – o que deve começar o quanto antes.
Dentro das especificações da lei está a determinação de que haja uma identificação precoce do retorno, com o encaminhamento do aluno para o diagnóstico e apoio educacional e terapêutico. A lei ainda prevê a capacitação de professores para identificar os sinais e acompanhar os estudantes de forma adequada. "A responsabilidade do professor é identificar esses sinais e encaminhar a criança para o diagnóstico na rede de saúde, mas não para aí, porque essa criança vai continuar na escola. E a maior barreira e dificuldade que ela vai enfrentar é na escola. O primeiro passo é entender que o processo de alfabetização quando está bem estruturado vai ajudar a criança que tem dislexia. E pensando neste momento que vivemos, em que as crianças ficaram muito tempo dentro de casa por causa da pandemia também vai ajudar todas as crianças. A gente está com deficit na alfabetização. Então, estratégias que favoreçam a estimulação da leitura, o reconhecimento de letras e associação entre as letras e os sons de maneira explícita e sistemática vai fazer com que a criança com dislexia tenha um melhor capacidade de ser alfabetizada”, defende Juliana Amorina, presidente do Instituto ABCD.
