Saca de café é leiloada a R$ 62 mil no 10º Prêmio Região do Cerrado Mineiro

O lote mais valorizado foi do produtor da Expocaccer, Jorge Fernando Naimeg.

Saca de café é leiloada a R$ 62 mil no 10º Prêmio Região do Cerrado Mineiro

A solenidade especial em comemoração aos 50 anos da Região do Cerrado Mineiro e  30 anos da Federação de Cafeicultores do Cerrado foi marcada por uma série de homenagens como a entrega de medalhas para 20 personalidades que desbravaram a Região e escreveram a história durante estas cinco décadas. Cafebras, Expocaccer e Educampo também fizeram parte dos homenageados da noite.

O presidente da Federação dos Cafeicultores do Cerrado, Francisco Sérgio de Assis, destacou que 2022 é um ano de alegria, orgulho e realização. “Acreditamos na força do associativismo e do cooperativismo. A Região do Cerrado Mineiro hoje é a primeira Denominação de Origem em café do Brasil onde trabalhamos exclusivamente para o bem estar do nosso cafeicultor, que gera riqueza e que transformou essa região. Toda cidade onde tem o café do Cerrado, tem o IDH (Índice de Desenvolvimento Humano) maior. Isso prova que o café é gerador de riqueza e distribuidor de renda”, pontua. 

Para o gerente da Regional Noroeste e Alto Paranaíba do Sebrae Minas, Marcos Alves, o Prêmio Região do Cerrado Mineiro vai muito além de um troféu, pois representa o esforço dos empreendedores rurais que buscam, constantemente, por qualidade, além de evidenciar a credibilidade adquirida pela cafeicultura do Cerrado Mineiro em 50 anos. "O Sebrae Minas participou de toda a estratégia de construção do Prêmio, desde  sua concepção. Valorizamos e apoiamos iniciativas que dão suporte ao produtor rural e fomentam o mercado. Os lotes vencedores carregam, além de grãos especiais e valor agregado, histórias consistentes que representam o que temos de melhor na região: as pessoas!”, ressalta.

Um dos momentos mais aguardados da noite, o leilão ao vivo, contou com a participação dos finalistas do 1º ao 10º lugar na categoria Natural, 1º ao 5º na categoria Cereja Descascado e 1º ao 3º na categoria Fermentação Induzida.

A organização do Prêmio reuniu nove compradores para arrematar os melhores lotes produzidos pela Região em 2022, sendo eles Expocaccer, Volcafé, Café Cajubá, Carpec, MCC/Real Coffe, Sebrae Minas, Nucoffee, Olam e Voiter. A atração alcançou recordes históricos. Ao todo, foram movimentados R$ 629.602 mil, com média de preço de R$ 15.740 por saca.

O maior comprador da noite foi a Expocaccer com um lote arrematado por R$ 127.360 mil. Já o lote mais valorizado foi o primeiro colocado da categoria Natural, do produtor Jorge Fernando Naimeg, que atingiu 90,94 pontos e foi vendido por R$ 62.017 mil por saca, sendo o consórcio desse lote formado por Expocaccer, Café Cajubá, Sebrae Minas e Nucoffee.   

As escolas participantes do Troféu Escola de Atitude irão dividir o prêmio de R$ 44.072 mil, equivalente a 10% das vendas arrecadadas com os cafés do leilão. Já  o montante de R$ 88.888 mil, cerca de 30% do valor arrecadado com o leilão serão destinados às obras do primeiro Hospital de Amor de Minas Gerais, iniciadas pelo Hospital do Câncer de Patrocínio “Dr. José Figueiredo”.

O diretor superintendente da Expocaccer, Simão Pedro de Lima, destacou a importância de valorizar os lotes campeões. “É a valorização não somente da qualidade, é, também, o reconhecimento de todo o trabalho desenvolvido durante o ano. O cuidado com os tratos culturais, a colheita seletiva, o preparo pós-colheita, a secagem, dentre outros elementos. A história do produtor está contida em cada grão. Em vez de preço, agregou-se valor”.

Com certeza, mais um evento que ficará marcado na história da cafeicultura da Região do Cerrado Mineiro. Além de celebrarmos os 50 anos da região e podermos homenagear diversos pioneiros, tivemos o momento marcante da quebra de recorde como café mais valorizado da história do cerrado mineiro, fruto da intercooperação entre os compradores do leilão, a quem muito agradecemos por valorizarem e prestigiarem o trabalho dos cafeicultores do cerrado”, destaca Juliano Tarabal, superintendente da Federação dos Cafeicultores do Cerrado.

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